terça-feira, 13 de março de 2012

Objectos ópticos: taumatrópio, fenacistoscópio, zootropo, praxinoscópio

Taumatrópio


A invenção do Taumatrópio teve como objectivo justificar um fenómeno de ilusão óptica denominando a persistência retiniana. O seu autor foi o médico e físico inglês John Ayron (ou Ayrton) Paris. Há algumas dúvidas quanto à data do invento, que oscila entre 1824 e 1827. No entanto, o Thaumatrope foi descrito pela primeira vez por este investigador no livro “Philosoohy in Sport made Science in Earnest” de 1827.


É o brinquedo óptico mais simples e de menor dificuldade de execução. Consiste num disco com uma imagem diferente em cada lado, e um cordel em duas extremidades. O objectivo é sobrepor as imagens como se fosse só uma, através da rotação do disco. Para isso, enrolam-se os cordéis e a seguir puxam-se. Enquanto o disco roda as imagens fundem-se criando a ilusão de ser apenas um desenho.



Fenacistoscópio

Fenacistoscópio, é um dispositivo inventado por Joseph Plateau para demostrar a sua teoria da persistência na retina em 1829.
Consiste em vários desenhos de um mesmo objeto, em posições ligeiramente diferentes, distribuidos por uma placa circular lisa. Quando essa placa gira em frente a um espelho, cria-se a ilusão de uma imagem em movimento.
Pouco depois da sua invenção, Plateau descobriu que o número de imagens para criar uma ilusão de movimento óptima era 16, o que posteriormente utilizariam os primeiros cineastas usando 16 fotogramas por segundo para as primeiras películas.




Zootropo

Zootropo (também conhecido como Zootrópio), do grego zoe (vida) e trope (girar), também denominado zoetrope ou daedelum, máquina estroboscópica criada em 1834 por William George Horner, composta por um tambor circular com uns cortes, através dos quais o espectador olha para que os desenhos dispostos em tiras sobre o tambor, ao girar, pareçam em movimento.
Foi um jogo muito popular na época e um dos avanços até a aparição do cinema criado na primeira metade do século XIX.






Praxinoscópio


O Praxinoscópio é um aparelho que projeta na tela imagens desenhadas sobre fitas transparentes, inventado pelo francês Émile Reynaud (1877). A princípio uma máquina primitiva, composta por uma caixa de biscoitos e um único espelho, o praxinoscópio é aperfeiçoado com um sistema complexo de espelhos que permite efeitos de relevo. A multiplicação das figuras desenhadas e a adaptação de uma lanterna de projeção possibilitam a realização de truques que dão a ilusão de movimento.
Derivado do Zootropo, no local das fendas eram colocados espelhos que impossibilitavam a visualização direta e dando uma impressão cintilante nos desenhos. Através de um complicado sistema de lentes e espelhos a animação era projetada em uma tela. Centenas de desenhos eram feitos para gerar 15 minutos de um espetáculo ótico aberto ao público, o primeiro denominado “Pantominus Lumineuses” (algo como enganar com luzes na tradução) foi feito pelo próprio Émile Reynaud. A apresentações eram coloridas, com trilhas sonoras condizentes com o enredo ( musicado por Gaston Paulin), cenários da sala de apresentação bem elaborados e personagens rigorosamente adaptados geraram aproximadamente 1300 apresentações em Paris. O invento funcionou até 5 anos após a inveção do cinema.


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